50% dos trabalhadores precisarão de mais formação até 2025

Um relatório do Fórum Económico Mundial publicado no final de 2020 sugere que os avanços na robótica e na inteligência artificial conduzirão, até 2025, à destruição de 85 milhões de empregos e à criação de outros 97 milhões de empregos no mundo. O saldo será, portanto, positivo.

Mas esta «destruição criativa» será particularmente difícil para os trabalhadores com menor formação, até porque estão desde já a ser particularmente afectados pela pandemia. Aqueles que têm empregos administrativos, que têm tarefas repetitivas em contexto fabril, que são contabilistas ou auditores, que são responsáveis pelo atendimento a clientes e que fazem reparações mecânicas estão entre os que continuarão a ser mais afectados, segundo o FEM.

Isso levará a que aconteçam despedimentos nessas áreas e que esses profissionais precisem de sessões de formação para poderem adaptar-se às novas funções, não necessariamente muito diferentes das anteriores, ficando, por exemplo, a controlar várias máquinas que desempenharão as tarefas anteriormente desempenhadas por humanos. 50% dos trabalhadores de todo o mundo, segundo o FEM, precisarão de formação.

As profissões do futuro, ligadas à robótica e à inteligência artificial, serão as de cientista de dados, engenheiros de inteligência artificial e «machine learning», analistas de «big data», gestores de marketing digital, especialistas na transformação digital, analistas de segurança informática, programadores de software e aplicações e especialistas da «internet das coisas».

No Guia de Profissões para os Jovens contam-se entrevistas a uma cientista de dados (Raquel H. Ribeiro) e uma gestora de marketing (Graça Martins), já anteriormente citadas neste blog. Há também uma programadora no livro. Helana Santos dá o exemplo da sua «ambição de trabalhar nesta indústria», motivo pelo qual aprendeu sozinha a programar em diversas linguagens: «C++ para fazer a minha tese» e também, mais tarde e para outros projectos, «CSharp e Python». «É fundamental estar-se sempre aberto a novos conhecimentos, linguagens e tecnologias.»